Partidos da Romenia Avaliam a Monarquia Constitucional.
Dois líderes dos partidos que compõem a coalizão governamental na Romênia falaram sobre a possibilidade de um referendo para que o país se torne uma monarquia constitucional.
Niculae Bădălău, presidente executivo do partido social democrata disse que o povo da Romenia será interrogado se preferem viver numa republica ou numa monarquia.
Bădălău, se diz republicano, e argumentou que o projeto de um referendo é um dos que “os políticos, juntamente com o presidente e muitos outros devem se sentar e discutir”.
“Eu acho que as pessoas devem ser interrogadas. Não é ruim, já que os países que são monarquias são os mais desenvolvidos”, afirmou. Ele não excluiu a possibilidade de o referendo ter lugar no ano que vem. “Claro, qualquer coisa é possível. Enquanto estivermos realizando um referendo sobre a família tradicional, também podemos fazer perguntas sobre esse assunto”.
Bădălău também disse que o projeto de lei relativo à casa real romena deveria ser acelerado. “Deve ser discutido, especialmente porque vimos na mídia que já existem muitos simpatizantes, talvez um referendo sobre este sistema – a monarquia, tudo é possível”, disse ele.
O projeto de lei relativo à Casa Real dá ao chefe da Casa Real o mesmo status que os ex-chefes de estado e um serviço administrativo financiado pelo orçamento do estado.
No fim de 2017, a Romênia deu um funeral de estado ao rei Mihai I, o último monarca do país. O rei faleceu em 5 de dezembro, na Suíça. Três dias nacionais de luto foram mantidos em sua memória. Milhares se juntaram às cerimônias funerárias em Bucareste, ao lado de representantes de muitas casas reais europeias e internacionais, incluindo o Príncipe Charles de Gales, o ex-rei Juan Carlos e a rainha Sofia de Espanha, e o rei Carl Gustaf da Suécia e sua esposa, a rainha Silvia. Milhares também se reuniram em Curtea de Arges, onde o rei foi enterrado e em estações de trem ao longo da rota do trem real transportando o caixão do rei para Curtea de Arges. Milhões viram o funeral pela TV.
Enquanto isso, o primeiro-ministro Mihai Tudose disse que é republicano. Quando solicitado a comentar a possibilidade de um referendo ele disse: “Eu não sou um monarquista. Não posso aprovar, estou lhe dizendo qual é a minha posição em relação à monarquia”.
Por sua vez, Călin Popescu Tăriceanu, chefe da Aliança dos Liberais e Democratas e presidente do Senado, disse que uma monarquia constitucional corrigiria o atual sistema constitucional “híbrido“, que “tem as sementes de conflito plantadas através das prerrogativas que concede ao presidente.”
“Eu acho que somos um dos poucos países que são uma exceção à regra das democracias parlamentares, onde o presidente tem um papel representativo. Com a gente, há um problema constante que precisamos ter a coragem de enfrentar um dia. A monarquia constitucional tem a vantagem de colocar o monarca acima e fora do jogo político e dos partidos políticos“, disse Tăriceanu.
Ele também disse que na Romênia, “o presidente, em vez de ser um árbitro, prefere ser um jogador o tempo todo e por isso o sistema constitucional sofre“.
Ele também apontou para o crescente sentimento público em favor da Casa Real e “a confiança dos romenos na forma de governo chamada monarquia constitucional“. Tăriceanu disse que um referendo “deve ser decidido quando há uma maioria ou há um consenso geral”.
A Romenia foi uma monarquia constitucional de 1881 até 1947, quando o rei Mihai foi forçado a abdicar. Uma república popular substituiu a monarquia e, de 1965 a 1989, o país era conhecido como a República Socialista da Romênia.
Fonte: Romania-Insider

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