A joia foi encomendada pelo Imperador alemão Wilhem II em 1913 como uma presente para sua única filha, a Princesa Victória Louise que...

Tiara da Semana: Tiara Helenica (ou Tiara Prussiana de Diamantes).


  A joia foi encomendada pelo Imperador alemão Wilhem II em 1913 como uma presente para sua única filha, a Princesa Victória Louise que ia se casar com o Príncipe Hernest August de Hannover.

Victória Louise usando a Tiara.
  O Imperador mandou o joalheiro da corte, Koch, fazer a nova tiara de sua filha. E o joalheiro produziu uma peça em estilo Kokoshnik (que era popular na época) com detalhes de folhas de louros, curvas gregas e um pingente em forma de gota no meio. A peça foi feita com diamantes e platina e na época ganhou o nome de Tiara Prussiana em honra a família de Victória Louise.


  Victória Louise e seu marido tiveram 5 filhos, entre eles uma única menina chamada Frederika. Em 1936, Frederika viajou à Berlim para as Olimpiadas e lá conheceu o homem que se tornaria seu marido, o Príncipe Paul, herdeiro do trono grego. Os dois se apaixonaram e o casamento ocorreu em 1938 em Atenas. Como presente de casamento, Frederika ganhou da mãe a Tiara Prussiana que seria perfeita para a nova Princesa da Grécia.

Frederika (usando a tiara) e o marido Paul.

  Mêses após o seu casamento, Frederika deu a luz a uma menina que se chamaria Sophia. 

  Em 1947, após longos anos em exílio, a Família Real Grega volta ao trono e agora a tiara que pertence a Rainha Consorte da Grécia que ganha o nome de Tiara Helênica.

  Em 1954 a Rainha Frederika organizou um cruzeiro real pelas ilhas gregas e convidou vários jovens da realeza, visto que seu objetivo era achar um noivo para a filha Sophia e nesse cruzeiro, Sophia conheceu Juan Carlos da Espanha que se tornaria seu marido.

  Em 1962 Sophia se casou com Juan Carlos e como presente recebeu da sua mãe a Tiara Helênica que usou no dia de seu casamento.

Sophia usando a tiara em seu casamento.
  Sophia e Juan Carlos tiveram 3 filhos, duas meninas e um menino. O menino que hoje é o Rei Felipe VI da Espanha se casou em 2004 com a jornalista Letizia Ortiz e Sophia emprestou a tiara a sua nora para que ela usasse no dia do casamento.

Letizia no dia de seu casamento.

  Após seu casamento Letizia usou a tiara várias vezes em seus compromissos reais.


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  A Princesa Maria da Glória, mais tarde, Rainha Maria II de Portugal, nasceu no Rio de Janeiro, no Palácio da Quinta da Boa Vista em 4 d...

Serie Princesas Imperiais Brasileiras: Maria da Glória


  A Princesa Maria da Glória, mais tarde, Rainha Maria II de Portugal, nasceu no Rio de Janeiro, no Palácio da Quinta da Boa Vista em 4 de abril de 1819 e com o seu nascimento obteve o título de Princesa da Beira e posteriormente Princesa Imperial do Brasil. Era filha do então Príncipe Pedro, que mais tarde se tornou o Imperador Pedro I do Brasil e depois Rei Pedro IV de Portugal e de sua esposa a Princesa Leopoldina, que mais tarde se tornou Imperatriz do Brasil.

  Maria da Glória era loira, tinha a pele muito clara e olhos azuis como os da mãe. A menina que virou Rainha aos 7 anos de idade foi a única soberana da Europa a reinar em terras onde não nasceu, a 2ª mulher a governar Portugal e 30º monarca português; Ela reinou de 1834 até sua morte em 1853.


O GOLPE DE D. MIGUEL.



  Após a morte de D. João VI em 1826, o Imperador Pedro I do Brasil ascendeu o trono português com Rei D. Pedro IV mas Pedro abdicou a coroa portuguesa para a filha D. Maria da Glória em 3 de maio, tendo em 29 de abril outorgado aos portugueses uma constituição livre, a Carta Constitucional. A abdicação era condicional: "A princesa casaria com seu tio Dom Miguel, e enquanto se não realizasse o consórcio, e o novo regime não dominasse em Portugal, continuaria a regência de Dona Isabel Maria em nome de D. Pedro IV."

  Com dispensa papal, por procuração, em 29 de outubro de 1826 Maria casa com seu tio, o infante Miguel. O casamento foi dissolvido em 1 de Dezembro de 1834.

  O Infante Miguel, chegou a Lisboa em 9 de fevereiro de 1828 e desembarcou no dia 22, recebendo das mãos de sua irmã mais velha a infanta Isabel Maria a regência, ratificando em 26 de fevereiro o juramento que prestara à Carta Constitucional perante as cortes que Isabel Maria havia convocado, mas não tardou a mudar de resolução. Ele dissolveu as cortes em 13 de março, convocando em 3 de maio o conselho dos três Estados para decidir a quem pertencia a coroa, segundo a antiga forma das cortes do país.

  O conselho reuniu-se em 21 de junho e Miguel foi proclamado rei quatro dias depois em precipitada resolução, em vista do ato de reconhecimento do herdeiro da coroa prestado pela regência e real câmara dos pares, instituída pela Carta Constitucional, acerca da sucessão da Casa de Bragança nas duas coroas de Portugal e Brasil, já indicada nas conferências realizadas em Londres em agosto de 1823.

  Enquanto isso, na Europa, D. Maria II acaba por viajar entre Inglaterra e França, mas os Reis destes dois países não eram favoráveis às suas pretensões, de modo que regressou ao Brasil em 1829 com a sua madrasta D. Amélia de Beauharnais.

Maria da Glória com o pai, Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal).

  Em 1831, Pedro I abdicou, a 7 de abril, da coroa imperial do Brasil em nome do seu filho Pedro II, irmão de Maria II, e veio para a Europa com a filha e a segunda mulher Amélia, sustentar os direitos da filha à coroa de Portugal. Tomou o título de Duque de Bragança, e de Regente em seu nome.

  Pedro deixou a filha em Paris para acabar a sua educação, entregue à madrasta, com bons professores, e partiu para os Açores à frente duma expedição organizada na ilha de Belle-Isle, reunindo seus partidários. Chegando aos Açores a 3 de março de 1832, formou novo ministério, juntou um pequeno exército, cujo comando entregou ao Conde de Vila Flor, meteu-o a bordo duma esquadra que entregou ao oficial inglês Sartorius, e partiu para Portugal continental, desembarcando a 8 de julho na Praia da Memória, em Matosinhos. Seguiu-se o cerco do Porto e uma série de combates, até que, a 24 de julho de 1833, o Duque da Terceira entrou vitorioso em Lisboa, depois de ter ganho, na véspera, a batalha da Cova da Piedade. Porto e Lisboa, as principais cidades, estavam no poder dos liberais. Pedro foi para Lisboa, e mandou buscarem sua filha em Paris para ser aclamada Rainha de Portugal.


FINALMENTE RAINHA.


  Em 1834, após a vitória dos liberais, D. Pedro IV morre e Maria da Glória, com apenas 15 anos de idade, é proclamada Rainha Maria II de Portugal.

  Nesta altura, D. Maria II tem a seu cargo um país que se encontra destroçado pelas invasões francesas e pela guerra civil, que acabam por levá-lo a uma grave crise financeira.

  Além disso, D. Maria II vê-se no centro das lutas entre cartistas e vintistas, sendo que logo no seu primeiro ano como rainha acaba por se debater com intrigas, agitações e questões graves como foi o caso do Contrato do Tabaco e da venda conjunta das Lezírias, além do problema do envio do corpo expedicionário contra os carlistas de Espanha.

  Ao longo do seu reinado, sucedem-se os movimentos de revolução e contra-revolução, dos quais D. Maria nem sempre se mantém alheia, sendo que, quando ocorre a Revolução de setembro, D. Maria intenta, em Belém, o golpe de Estado que ficou conhecido como “Belenzada”.

  Mais tarde, em 1837, D. Maria II teve de enfrentar o movimento levado a cabo pelos setores moderados e que ficou conhecido como “Revolta dos Marechais”.

  Um ano depois, a rainha é confrontada com a aprovação da Constituição de 1838. E a esta seguiram-se ainda mais e mais revoltas.

  Por todos estes acontecimentos, podemos constatar que D. Maria II governou o país num período particularmente complicado da História de Portugal, quando se dava a passagem do absolutismo para o constitucionalismo.


CASAMENTOS.

  Alêm do casamento com o tio Miguel em 1826, Maria se casou mais 2 vezes:

  Em dezembro de 1834 Maria se casou com o Príncipe Augusto de Beauharnais, 9 anos mais velho do que ela.

  Augusto era o filho homem mais velho do Príncipe Eugênio de Beauharnais e sua esposa a Princesa Augusta da Baviera portanto irmão da Imperatriz brasileira Amélia, madrasta de Maria II. O casamento durou apenas 2 mêses e acabou com a morte de Augusto.


  No fim de 1835 Maria se casou com o Príncipe Fernando Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha que foi pai de seus 11 filhos. Este passou a Rei Consorte, como Fernando II, em 16 de setembro de 1837, após o nascimento de um filho varão, regente do reino durante a menoridade do filho Pedro V e, depois da morte deste, até à chegada a Portugal do filho Luís I.


  O casamento durou até a morte de Maria em 1853. Viúvo, Fernando casaria de novo em 1869 com sua companheira de longa data, a cantora Elisa Hensler, feita condessa de Edla.


MORTE.

  Desde sua primeira gravidez, aos dezoito anos de idade, Maria II enfrentou problemas para dar à luz, com trabalhos de parto prolongados e extremamente difíceis. Exemplo disso foi a sua terceira gestação, cujo trabalho de parto durou 32 horas, findas as quais, foi retirada a fórceps uma menina, batizada in articulo mortis com o nome de Maria.

  A perigosa rotina de gestações sucessivas, somada à obesidade (que terminou por causar-lhe problemas cardíacos) e à frequência de partos distócicos levaram os médicos a alertarem a rainha sobre os sérios riscos que corria. Indiferente aos avisos, Dona Maria II limitava-se a retrucar: "Se morrer, morro no meu posto".

  Em 15 de novembro de 1853, treze horas após o início do trabalho de parto do natimorto infante Dom Eugénio, seu 11.º filho, Dona Maria II morreu, aos 34 anos de idade. O anúncio da morte foi publicada no Diário do Governo de 16 de novembro de 1853.

"Paço das Necessidades, 15 de Novembro de 1853, à meia hora depois do meio dia.
Sua Magestade a Rainha começou a sentir annuncios do parto às nove horas e meia da noite de hontem. Appareceram difficuldades no progresso do mesmo parto, as quaes obrigaram os facultativos a recorrer a operações, pelas quaes se conseguiu a extracção de um Infante, de tempo, que recebeu o baptismo antes de extrahido.
O resultado destas operações teve lugar às dez horas da manhã. Desgraçadamente, passada hora e meia, Sua Magestade, exhausta de todas as forças, rendeo a alma a Deos, depois de haver recebido todos os sacramentos.
- Francisco Elias Rodrigues da Silveira. Dr. Kessler. Ignacio António da Fonseca Benevides. António Joaquim Farto. Manuel Carlos Teixeira."


Em carta datada de 28 de novembro de 1853, a Duquesa de Ficalho, camareira da rainha, relata o desenlace a seu irmão, o 2° Conde do Lavradio:

"Às duas horas depois da meia-noite do dia 14 para 15, recebi ordem para ir para o Paço, onde cheguei perto das três. Achei já a Imperatriz no quarto da Rainha, para onde entrei logo, achando Sua Majestade incomodada e mesmo pouco fora do seu costume. Assim estivemos até às cinco horas, e então saímos do quarto imediato e perguntámos ao Teixeira o que achava, dizendo-nos: "Sua Majestade vai bem mas devagar". Eu não gostei; e assim se foi passando até às oito horas e meia. Então é que o Teixeira chamou os facultativos, que estavam fora e que não tinham visto a Rainha, e, logo que a examinaram, decidiu-se a horrível operação. Os facultativos eram o Teixeira, o Farto e o Kessler, e os médicos eram o Elias e o Benevides. O Kessler deu logo o caso por muito perigoso.
Começou-se a operação. Eu subi para cima da cama. Do lado direito, a Imperatriz, toda debulhada em lágrimas; a Rainha com ânimo, sem ter um desmaio, mas com muito mau parecer e, queixando-se de que sofria bastante, disse com a sua voz natural: "Ó Teixeira? Se tenho perigo, diga-mo; não me engane".
A Imperatriz desceu da cama, e disse-me: "A Rainha deve-se confessar"; e foi logo dizê-lo a El-Rei, que respondeu: "Chamem o Patriarca". Ora a este tempo já o Farto tinha baptizado o menino. O Patriarca entrou, e a operação não estava de todo acabada, e tudo era horroroso, mas eram mais de dez horas. Acabou-se, e o Patriarca falou com a Rainha, que estava bem mal, e disse-lhe que fizesse com ele o acto de contrição para a absolver, mas, depois disto, pôde Sua Majestade confessar-se, sacramentar-se e ungir-se, e às onze horas e meia expirou.
Não faço reflexões, mas tenho o maior sentimento de que não viessem o José Lourenço e Magalhães Coutinho, que os foram buscar quando não havia remédio.
A rainha dizia: "- Não é nada como das outras vezes". E Ela já tinha passado por uma operação. Não posso explicar a consternação de El-Rei D. Fernando e de todo o Paço.’’

Triste embalsamação, que se fez no dia 16, estando eu sempre, e durou a do Infante e a da Rainha sete horas. Acabada esta aflição, foi a de se vestir, o que era quase impossível, no estado da dissolução em que estava Sua Majestade, mas do modo possível se fez, levando as Ordens e manto Real, mas foi preciso fechar o caixão, porque não é possível pintar o estado de dissolução."

O corpo de Maria II Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Maria ficou conhecida como "A educadora" e "A boa mãe".

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  E a Princesa Madeleine revelou o nome de sua terceira filha: o nome dela é Adrienne!   A Princesa Madeleine anunciou em seu Instagran...

Princesa Adrienne da Suécia.


  E a Princesa Madeleine revelou o nome de sua terceira filha: o nome dela é Adrienne!

  A Princesa Madeleine anunciou em seu Instagran o nome de sua terceira criança, ela se chama: Adrienne Josephine Alice.

  Oficialmente quem anunciou o nome da bebê foi o seu avô, o Rei Carl Gustaf durante uma reunião do conselho de estado. O Rei também anunciou que ela será Duquesa de Blekinge.

  Madeleine e o marido Chris escolheram Adrienne porque é um nome que eles disseram gostar muito. Josephine foi escolhido por ser um nome tradicional na Familia Real Suéca e também por ser um dos nomes de Madeleine. Alice foi escolhido em homenagem a avó da Princesa Madeleine, Alice Sommerlath que era mãe da Rainha Silvia.

  A Princesa Madeleine divulgou uma foto dos 3 filhos em seu novo Instagram:


  Você pode seguir o Instagram da Princesa Madeleine clicando aqui: X

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A tiara pertenceu a avó da Rainha Elizabeth II e possui desenhos de rosas e luas. HISTÓRIA:   Tudo começou em 1857 quando a Pri...

Tiara da Semana: Tiara Teck Crescente.

sexta-feira, março 09, 2018 , , , 0 Comments


A tiara pertenceu a avó da Rainha Elizabeth II e possui desenhos de rosas e luas.

HISTÓRIA:

  Tudo começou em 1857 quando a Princesa Mary Adelaide de Cambridge herdou uma coleção de joias de sua tia e madrinha, a Princesa Mary, Duquesa de Gloucester. No meio dessa coleção havia um simples bandeau, três rosas e vinte luas crescentes todos feitos em diamantes. As rosas e as luas podem também ser usados como broches.

  Em 1871, as luas foram colocadas junto com o bandeau e em 1882 as rosas foram também adicionadas criando-se a tiara que vemos na foto abaixo:

Princesa Mary Adelaide.

  Depois da morte de Mary Adelaide a tiara foi herdada por seu filho mais velho, o Príncipe Adolphos e quem passou a usar a joia foi sua nora Margaret. Depois de um tempo, até hoje não se sabe exatamente como, a tiara passou para as mãos da irmã de Adolphos, a Rainha Mary de Teck que depois deu a tiara para sua nora Elizabeth, a Rainha mãe.

Elizabeth, a Rainha Mãe.

  Em 1901 uma nova base foi criada para a tiara e em 1937 o bandeau da base foi removido e a tiara ficou do jeito que vemos hoje.



  Atualmente sabe-se que a Rainha Elizabeth II emprestou a tiara para sua nora, Camilla, a Duquesa da Cornualha, mas até agora ela não usou a tiara que não é vista em público na cabeça de alguém desde a década de 40.

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Este é mais um dos romances que para acontecer, contou com a ajuda de ninguém mais, ninguém menos, que a soberana da Inglaterra durante ...

Romance Real: Pedro V e Estefânia.


Este é mais um dos romances que para acontecer, contou com a ajuda de ninguém mais, ninguém menos, que a soberana da Inglaterra durante o século XIX, a Rainha Victória.


O REI:


  Nascido em 16 de setembro de 1837 no Palácio das Necessidades, Dom Pedro V era o primeiro filho da Rainha Dona Maria II e de seu marido o Rei (consorte) Fernando II. Pedro teve preparação moral e intelectual, falava bem o grego, o latim e compreendia o inglês, estudou filosofia e ciências naturais. Teve ainda como seu professor Alexandre Herculano, que dizem, ter influenciado muito no seu modo de ser.
  Quando Pedro tinha somente 16 anos sua mãe faleceu no parto de seu 11º filho. Como Pedro ainda era menor de idade seu pai se tornou regente até que o rapaz completasse 18 anos, idade em que poderia governar.
  Alguns dos feitos do curto reinado de Pedro são a defesa a abolição da escravatura e criação do curso superior de letras da faculdade de Lisboa,que ele subsidiou do seu próprio bolso.
A PRINCESA:

  Nascida em 15 de julho de 1837 no Castelo de Krauchenwies, Estefânia era filha  de D. Carlos António, Príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, e da Princesa D. Josefina de Baden.
  Estefânia recebeu uma boa educação católica e quando tinha onze anos de idade, seu pai abdicou de seus direitos ao Príncipado de Baden e com isso a família teve de se mudar para o Palácio de Jägerhof, em Dusseldorf, onde a menina terminou seu crescimento rodeada pelos belos jardins do local.
NOIVADO E CASAMENTO:
  Em 1857 o governo de Portugal começou a perceber que deveria haver uma nova Rainha em seu país. O Rei, por sua vez, estava fugindo do casamento, mas a família real britânica inteira era muito amiga de Pedro e exercia forte influência sobre o rapaz. A soberana da Inglaterra e seu marido Albert começaram a conversar com Pedro sobre a ideia de casamento e depois de muita conversa, o Príncipe Albert conseguiu convencer o moço a casar-se dizendo: “Falta-te uma rainha que assuma a parte feminina da tarefa.” 
  Tendo Pedro aceitado a ideia de se casar, a Rainha Victória e o Príncipe Albert resolveram ajudar na escolha de uma noiva. A primeira candidata foi a Princesa Carlota da Bélgica mas Pedro recusou. Depois Victória e Albert pensaram na Princesa Estefânia da Prússia e Albert escreveu para Pedro: “Terias a vantagem de ficares com uma princesa católica, oriunda de uma casa protestante e liberal e com sangue completamente novo, não conspurcado com misturas de Bourbons ou Habsburgueses, além de ela ter gozado de uma educação simples, não estragada pelos incensos da Corte.” Pedro tentou demonstrar alegria com a notícia de que se casaria com Estefânia.
  Em 8 de julho de 1857 a Princesa foi informada de que havia um noivo para ela, em 20 de outubro houve um pedido de casamento não oficial feito pelo Conde Lavradio em nome do Rei Pedro e em 15 de dezembro um outro pedido de casamento foi feito, desta vez oficial que foi muito celebrado pela família de Estefânia.
Igreja católica de Santa Hedviges.
  Em fevereiro de 1858, Estefânia viajou para Berlim e visitou as cortes de Dresden, Karlsruhe entre outras. Voltou a Berlim em abril e o casamento por procuração foi celebrado na igreja católica de Santa Hedviges em 29 de abril de 1858. Como Pedro não estava presente, o noivo foi representado pelo irmão da noiva, o Príncipe Leopoldo.
  No início de maio a noiva partiu para Dusseldorf com a comitiva portuguesa. Eles pararam em Bruxelas e Ostende onde embarcaram no vapor Mindelo que era seguido pela corveta Bartolomeu Dias e por dois iates ingleses. Assim que a Rainha subiu no vapor, este seguiu para Dover na Inglaterra, onde D. Estefânia passou 4 dias em Londres com a Rainha Vitória. Logo depois embarcou em Plymouth na corveta Bartolomeu Dias, e escoltada por uma nau e três fragatas inglesas foi para Lisboa chegando em 17 de maio. Esperando a nova Rainha, estava seu cunhado, o Infante D. Luís e os vapores Lusitânia, D. Fernando, Camões e Almançor. 
Igreja de São Domingos.
  O Rei se apaixonou a primeira vista por Estefânia e ela por ele. No dia seguinte, a cerimônia do casamento na igreja de São Domingos, foi celebrada pelo cardeal D. Guilherme I. A lua-de-mel foi passada em Sintra.
CONCLUSÃO:
Palácio das Necessidades.

  Após o casamento, Pedro e Estefânia continuaram até o fim envolvidos numa grande paixão, mas mesmo muito apaixonado, o Rei que era muito puritano, não quis consumar a união (pelo menos é o que dizem). De toda a forma, Dona Estefânia escreveu uma carta a sua mãe contando sobre a noite de núpcias:
“A Duquesa da Terceira permaneceu junto de mim até ao momento em que fui para a cama e depois veio o Pedro, mas não consegui dormir nem um segundo durante toda a noite. Senti-me bastante embaraçada, pouco à vontade, e acho, em suma, que este costume de os esposos dormirem juntos não é muito agradável. Mas considero-o como um dever diante de Deus e, além disso, a pureza e a delicadeza extremas de Pedro tocam-me e fazem-me feliz. É uma grande felicidade para mim, pois sem isto há coisas que me seriam muito difíceis.”
 O casal viveu feliz durante 14 mêses e durante uma festa de casamento Dona Estefânia começou a sentir-se mal. Os médicos foram chamados para examinar a Rainha e descobriram uma angina diftérica, dias depois a Rainha faleceu aos 22 anos de idade dizendo: “Consolem o meu Pedro, Consolem o meu Pedro.” Seu último pedido ao marido foi o de um hospital moderno para crianças pobres. Um ano depois, um hospital foi erguido na Quinta da Bemposta e passou a se chamar Hospital Dona Estefânia.
  Sobre a morte de Estefânia a Rainha Victória disse a sua filha Vicky: “Realmente despedaça-nos o coração e faz-nos pensar a razão pela qual acontecem coisas tão horríveis! O seu destino é tão penoso e inquietante. Desejaria fazer qualquer coisa por ele, pobre rapaz, tudo é horrível. Tanto mais que, dentro de poucos anos, o país esperará que case outra vez. Onde encontrar alguém minimamente adequado para suceder áquele anjo?”
  O Rei escreveu a Rainha Victória: “A Estefânia resumia todas as minhas ambições, ela tinha tudo o que eu amava no mundo e levou tudo isso com ela!”
  Para o Principe Albert, Pedro escreveu: “O que eu sentia pela minha Estefânia era mais do que amor; assemelhava-se à adoração por aquele puro, piedoso e inocente ser que só sabia e só podia praticar o bem. A sua natureza era perfeita de mais para o nosso mundo, qualquer coisa demasiado bela e sublime para uma sociedade que, apesar de tudo, chorou por ela.”
  O Rei foi tomado por profunda depressão após a morte da esposa. Dizem que ele mandou fechar todas as portas e janelas do Palácio das Necessidades (local onde morava com Estefânia) e passou os seus dois últimos anos na escuridão do palácio e com saudades da mulher que tanto amava.
  O Rei faleceu após uma caçada com seus irmão. No meio da caçada, Pedro bebeu àgua contaminada e acabou por falecer dias depois deixando o trono para seu irmão que se tornou o Rei Dom Luis I.
  Até hoje Pedro é queridos pelos portugueses que o apelidaram de O Esperançoso ou O Bem Amado.

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  Foi Anunciado que a Princesa Madeleine da Suécia deu a luz a sua terceira criança, uma menina, nesta sexta-feira em Estolcomo.   O ...

É Uma Menina: Nasce o Terceiro Bebê da Princesa Madeleine.


  Foi Anunciado que a Princesa Madeleine da Suécia deu a luz a sua terceira criança, uma menina, nesta sexta-feira em Estolcomo.

  O bebê nasceu a 00:41 da manhã no Hospital Danderyd. A Princesa e o bebê passam bem. O marido da Princesa Madeleine, Chris O'Neill, estava ao lado da esposa durante o parto. A nova Princesinha é a 10ª na linha de sucessão ao trono Sueco.

  A garotinha pesa 3.465 Kg e mede 50 cm. O feliz papai disse a imprensa: "Estamos emocionados com essa nova adição na nossa família. Leonore e Nicolas querem muito conhecer a nova irmãzinha."

A primeira foto da Princesinha.
 Imagem divulgada pelos pais da bebê.

  Na segunda-feira um Te Dum acontecerá na Capela Real do Palácio de Estolcomo ao 12:15 em honra ao novo bebê e a Família Real Suéca participará, com exeção da Princesa Madeleine e a nova bebê. Não se sabe se a Princesa Leonore e o Príncipe Nicolas estarão presentes.

  O nome da nova Princesa da Suécia e o nome de seu ducado serão anunciados pelo Rei Carl Gustav e a Princesa Victoria num encontro com o gabinete nos próximos dias. O batizado será daqui a três mêses e um dos cogitados para ser padrinho da criança é o Príncipe Daniel.

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Meghan Markle foi batizada nesta quinta-feira, 9 de março de 2018; A cerimônia foi conduzida pelo Arcebispo de Carterbury.   A ceri...

O Batizado de Meghan.


Meghan Markle foi batizada nesta quinta-feira, 9 de março de 2018; A cerimônia foi conduzida pelo Arcebispo de Carterbury.

  A cerimônia de batizado de Meghan Markle foi simples e aconteceu na capela real. De acordo com um artigo do Daily Mail o Príncipe Harry estava ao lado de sua noiva assim como outros parentes próximos de Meghan. Os únicos parentes de Harry que compareceram a cerimônia foram Camilla, a Duquesa da Cornualha e o marido Charles, Príncipe de Gales.

  O Arcebispo de Canterbury conduziu a cerimônia e usou àgua do rio Jordão durante o serviço. Não era necessário que Meghan assumisse a fé anglicana para se casar com o Príncipe, mas resolveu faze-lo pois a Rainha Elizabeth é chefe da igreja anglicana na Inglaterra.

  Os pais de Meghan já são protestantes e Meghan foi criada como protestante. Durante a infância, Meghan frequentou uma escola católica na Califórnia e seu primeiro marido, Trevor Engelson, é judeu.

  O Arcebispo de Canterbury também oficializará o casamento de Meghan e Harry em 19 de maio.

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